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Ananindeua avança no planejamento climático com oficina técnica do PMRR
Cidade define base estratégica para revisar planos de saneamento, resíduos e contingência, com foco em captar recursos e garantir mais segurança à população
Por Arnildo Junior (ASCOM)
O município de Ananindeua deu um passo decisivo, na última quarta-feira (29), na construção de um futuro mais resiliente. Durante a Oficina Técnica do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), realizada pela Secretaria Municipal Extraordinária de Enfrentamento às Mudanças Climáticas (SEMC+) e pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil (SEPDEC), em parceria com a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), gestores, pesquisadores e representantes da sociedade civil se reuniram para validar metodologias e cronogramas que vão orientar o mapeamento das áreas de vulnerabilidade do município.
Oficina do PMRR é realizado em Ananindeua.O Alicerce do Planejamento Municipal
O PMRR não é apenas um documento isolado; ele é a "espinha dorsal" de uma estratégia maior. Segundo Filippe Bastos, titular da SEMC+, o plano é o ponto de partida para o Planejamento Climático Participativo, instituído por decreto municipal.
O diagnóstico preciso fornecido pelo PMRR permitirá o desdobramento de ações fundamentais, como:
Revisão do Plano de Saneamento: Atualização do documento de 2014, hoje considerado defasado.
Plano de Contingência de Desastres: Protocolos de resposta rápida para emergências.
Plano de Resíduos Sólidos: Gestão eficiente do lixo e prevenção de obstruções em canais.
"É impossível avançar para esses outros planos sem que o PMRR seja a base de sustentação, pois o diagnóstico das áreas de risco é o ponto comum entre todos eles", explicou Bastos.
Priorização e Captação de Recursos
Um dos grandes diferenciais do plano atual é o Índice de Priorização de Intervenções Estruturantes. No vídeo, especialistas demonstraram como critérios como custo por edificação, complexidade técnica e impacto social são cruzados para decidir onde o investimento público deve chegar primeiro.
Para a gestão municipal, o PMRR funciona como um catálogo de projetos pronto para a captação de recursos. Ao hierarquizar as demandas, a prefeitura consegue apresentar propostas tecnicamente sólidas a órgãos federais e internacionais, acelerando a transformação urbana ainda no curto prazo.
SEMC+ e SEPDEC realizam oficina em parceria com a UFRA.Ciência e Participação Social
A oficina contou com a presença da Prof.ª Milena Andrade (UFRA), que destacou a entrega do documento final à prefeitura prevista para o encerramento deste ano. A integração entre a academia e a gestão pública é reforçada por estudantes de mestrado, como Igor de Azevedo, que ressaltou a importância do mapeamento participativo para entender a relação entre gestão e sociedade.
Com o encerramento desta etapa técnica, Ananindeua se aproxima da conclusão do seu Plano de Ação Climática Municipal, previsto para 2027, consolidando-se como uma cidade que planeja o presente para garantir um futuro seguro e sustentável.