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SEMC+: O balanço de um ano histórico para Ananindeua
Ações estratégicas reposicionaram a cidade no debate sobre sustentabilidade na Amazônia
Por Amanda Duarte (PREFEITURA)
A pauta climática deixou de ser secundária e passou a orientar decisões estruturais em Ananindeua ao longo de 2025. O balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Mudanças Climáticas (SEMC+) aponta a execução de 23 ações estratégicas que estabeleceram as bases da política ambiental do município e reposicionaram a cidade no debate sobre sustentabilidade na Amazônia.
As iniciativas envolveram audiências públicas, capacitações técnicas e articulações institucionais que resultaram na consolidação da Política Municipal de Enfrentamento às Mudanças Climáticas. O documento se tornou o principal instrumento de planejamento urbano com foco em desenvolvimento sustentável e prevenção de impactos ambientais.
Ananindeua e a sustentabilidade na Amazônia.Eixos de atuação
A estratégia da SEMC+ foi organizada em três frentes principais:
Adaptação urbana – Adequação da infraestrutura da cidade aos novos cenários climáticos, com foco em drenagem, ordenamento territorial e proteção de áreas sensíveis.
Redução de riscos – Monitoramento contínuo de territórios vulneráveis para prevenir desastres socioambientais.
Resiliência comunitária – Fortalecimento da capacidade de resposta de populações urbanas e rurais diante de eventos extremos.
Base científica e articulação nacional
Em 2025, Ananindeua ampliou sua inserção em redes técnicas e científicas. O município passou a integrar o Painel Científico Social – Clima Ananin e firmou cooperações com a Embrapa e a Serviço Geológico Brasileiro (SGB). As parcerias garantiram suporte técnico às políticas públicas locais e reforçaram a preparação da cidade para os debates climáticos internacionais, incluindo a COP 30, que teve a Amazônia como centro das discussões globais.
Atuação nos territórios
Outro destaque do ano foi a presença contínua das equipes técnicas em áreas estratégicas do município. O programa de escuta ativa alcançou:
- Comunidades tradicionais e quilombolas, como o Quilombo do Abacatal
- Ilhas de Ananindeua, com foco em preservação ambiental e desenvolvimento sustentável
- Produtores rurais, que receberam apoio técnico para práticas de menor impacto ambiental
Segundo a secretaria, o objetivo foi alinhar políticas públicas ao conhecimento local e às necessidades específicas de cada território.
Próximos passos
Para 2026, a meta da gestão municipal é aprofundar as ações já iniciadas e transformar Ananindeua em referência regional em soluções climáticas. A proposta é integrar crescimento econômico e preservação ambiental, consolidando o município como um polo de inovação em políticas públicas voltadas à sustentabilidade na Amazônia.